Rede Social do Bambu

Encontro de Pessoas e Comunidades de Entusiastas da Cadeia Produtiva do Bambu

Um Novo Cardume - luminárias-esculturas de Lucas Isawa

O foyer da CAIXA Cultural Brasília recebe de 04 de junho a 02 de agosto, a instalação “Um Novo Cardume”, composta de luminárias-esculturas de Lucas Isawa. A abertura para convidados e imprensa será no dia 03 de junho, das 19h às 22h. Além da mostra, a produção promove nos dias 05 e 06 de junho, cinco oficinas gratuitas para crianças de 07 a 14 anos.

Com curadoria de Marcelo Suzuki, “Um Novo Cardume” traz para Brasília cerca de dez luminárias-esculturas de Lucas Isawa, artista que transita com fluência pelas diversas manifestações das artes visuais. As peças foram criadas a partir da tradição Koinobori, costume japonês que comemora o Dia dos Meninos hasteando birutas em forma de carpas coloridas. Assim como estes peixes feitos de tecido ou papel que, ao tremularem no céu, parecem nadar com a correnteza, cada peça criada por Isawa desperta fascínio. “As lanternas japonesas são objetos mutáveis, seja pela brisa que as faz mudar de posição, seja pela luz que realça a estrutura, a leveza e a transparência de peixes e animais marinhos em três dimensões”, explica o artista.

“Um Novo Cardume” oferece a oportunidade de admirar as luminárias-esculturas de Isawa agrupadas, gerando uma percepção de conjunto incomum e surpreendente. Suas obras partem da tradição de festas e jogos de crianças, trazidas para o Brasil pelos imigrantes japoneses. Para construir, entretanto, as luminárias-esculturas, o artista passou por uma evolução. Seu olhar e, principalmente, suas mãos, apreenderam a estrutura como algo por si, independente da volumetria que resulta da forração de papel. “Esse conhecimento levou à libertação do volume em relação às peças estruturais de bambu amarrado. A nova relação volume-estrutura leva também ao distanciamento do objeto, resultante de sua referência inicial - peixes, animais marinhos e outras quaisquer, nos levando à leitura da escultura-luminária por si só”, detalha o curador Marcelo Suzuki.

Seja com base em um firme desenho ou na coordenação do olhar de pintor, Lucas Isawa transita com a mesma facilidade pelas três dimensões de suas luminárias-esculturas. Sua larga experiência na área de design de interiores reforça sua competência na produção das peças e na proposição de diferentes efeitos luminotécnicos. Seu trabalho demonstra extrema capacidade de separar, no sentido técnico, desenho e pintura, atuando com destreza em ambos os fundamentos.

Sob a influência de sua formação cultural familiar japonesa, de grande importância para sua obra, Isawa carrega um olhar capaz de captar abstrações do próprio cotidiano, gerando imagens novas tiradas daquelas que a rotina e o costume acabam ocultando. Para o curador Marcelo Suzuki, “esta mostra apresenta um artista verdadeiramente multidisciplinar, acostumado com a cizânia da arte moderna e o mundo, com o objeto e sua utilidade”.

Lucas Isawa e Marcelo Suzuki estarão presentes na noite de abertura.


Oficina para crianças
A tradição técnica de execução de lanternas japonesas é repassada com liberdade e experimentação formal de expressiva criatividade, em especial no seu design. Pensando nisso, serão oferecidas oficinas gratuitas dirigidas ao público infanto-juvenil nos dias 05 e 06 de junho.

São ao todo cinco turmas, com aulas às 13h e às 15h na sexta-feira; e às 09h, às 13h e às 15h no sábado. Cada turma deverá ter um mínimo de dez e um máximo de 12 crianças, com idades entre 07 e 14 anos. Cada participante recebe gratuitamente o material de trabalho - a luminária que criar, além de camiseta da oficina. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (61) 3206-9450.

As aulas serão ministradas por uma equipe de monitores coordenada por Mitie Tanikoshi e sob a supervisão e orientação do artista plástico de Lucas Isawa.

Tradição Koinobori
No Japão, famílias com filhos homens hasteiam, no dia 5 de maio, sobre um mastro de bambu, o Koinobori, que é uma carpa colorida de tecido ou papel. A haste é erguida no lado de fora da casa, a uma altura acima da linha do telhado para que todos os kois fiquem visíveis no entorno da casa. Quando o Koinobori (literalmente, Subida das Carpas) é visto tremulando junto ao céu azul tem-se a impressão de estar vendo uma carpa nadando contra a correnteza.

O Koinobori representa o Dia dos Meninos, e a carpa é um símbolo de força, persistência, bravura e sucesso, características que os pais gostariam de ver em seus filhos varões. Esse peixe consegue nadar e subir correntezas e cataratas sem a ajuda de ninguém, e numa fábula chinesa, a valente carpa se transforma num dragão no final da escalada. Os atributos que a carpa simboliza parecem virtudes militares (persistência, coragem, sucesso), e de fato, ela está em algumas lendas que falam de guerras ocorridas num período remoto, tanto é que nos santuários do deus da guerra, Hachiman, são distribuídos amuletos em forma de carpa.

A prática de hastear o Koinobori surgiu no século XVII entre os plebeus urbanos, que resolveram apresentar uma alternativa ao costume dos samurais de exibirem suas armas e armaduras no Dia dos Meninos. Além de ser mais simples, a carpa de tecido simbolizaria os mesmos valores pretendidos pelos guerreiros sem ser tão ostensivo. As duas formas de celebrar a data foram mantidas por muito tempo. Mesmo atualmente, além do Koinobori no lado externo da casa, os meninos devem expor dentro de suas casas miniaturas de bonecos de guerreiros, com armadura, arma e capacete.

Informações e entrevistas
Lucas Isawa (artista): (11) 9264- 5780/ www.isawalucas.com
Marcelo Suzuki (curador): (11) 9938- 1932/ 3032- 0703
Mitie Tanikoshi (oficina para crianças): (11) 9614- 3126

Assessoria de Imprensa
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Publicado no CerradoMix

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Tags: arte, exposição, luminárias

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Comentário de Lúcia Cavallari Moriyama em 13 outubro 2009 às 11:04
Um espetáculo! achei esse trabalho belíssimo!
Comentário de Egeu Laus em 9 agosto 2009 às 14:08
Oi Sonya,
Lucas é membro da nossa Rede, sim. Veja a página do Lucas aqui.
Abraço!
Comentário de Sonya Prazeres em 9 agosto 2009 às 12:44
Ola Egeu e Lucas e todos
eu pesquiso musica (principalmente canto) do Oriente e da Africa. Quando vivi em Londres eu ia aos Summer Festivals, e em muitos deles havia Oficinas p/ crianças e adultos, de construção de luminarias com gravetos maleáveis de bambu e papel colorido, e depois a gente fazia uma procissão ao anoitecer, com as lanternas acesas, e era uma coisa linda, magica, emocionante. Eu gostaria muito de ter participado desta mostra/oficina em Brasilia, escrevo poemas, e escrevi alguma coisa tipo hai-kay para esta bela carpa. Lucas, se vc gostar e me autorizar a ver todo o material da exposição, eu fico afins de escrever um hai-kai, ou poema, para cada uma das suas obras. Mesmo que vc não queira publicar, seria uma materia de trabalho com o poema japonês, um otimo exercicio para mim...
Segue o hai-kay, espero que gostem:
Carpa de papel
Tremula no céu azul
nada contra o vento
correnteza
eu menino amanhã
homem de coragem
certeza

agradecida
Sonya

Egeu, eu não sei se o Lucas faz parte desta lista, se não, vc pode encaminhar para ele esta mensagem, ou me passar o @ dele para eu mesma enviar?
Comentário de Cláudio Márcio Becker Felix em 5 junho 2009 às 12:33
Maravilhoso trabalho, e parabéns pela iniciativa quanto a oficina para crianças, temos q começar desde de cedo a passar esse magnifico trabalho com bambus.

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